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A IA agora é um sênior

João de Almeida
5 min de leitura

Depois de muito tempo sem postar nenhum artigo, hoje eu volto com um ano a mais de experiência na programação utilizando agentes de IA. Em um ano tivemos uma GRAAAANDE evolução no mundo da inteligência artificial, no último artigo falei de o3, Gemini-2.5 e Claude 4, hoje estamos na era do Gemini 3.1, Opus 4.6 e Codex 5.3. Com isso, nesse artigo vamos falar das minhas experiências com IA e como eu venho desenvolvendo código no último ano.

O (Lab)irinto das ferramentas

O que há um ano atrás se resumia em Cursor, Copilot e Windsurf, hoje é um mar sem fim de ferramentas de Vibe Coding e de programação acelerada com IA (Duas coisas que se parecem muito, mas são bem diferentes). A minha lista de ferramentas testadas vai longe, mas trago hoje somente as com que eu obtive melhores resultados. Vamos para a lista:

Cursor

A minha ferramenta principal do dia a dia não poderia faltar nessa lista. Cursor vem sendo uma ótima ferramenta, sempre integrando novos fundamentos de programação com IA assim que são liberados, como foi o caso do AGENTS.md (Farei um artigo somente para ele), Skills, Subagents, e outras ferramentas que são muito úteis no dia a dia. Porém nem tudo são flores... o Cursor atualmente está gerando um custo elevado de tokens, fazendo com que fosse necessário aumentar o plano de US$20 para o plano de US$60 e ainda ativar o custo por demanda com mais US$60.

Um dos maiores culpados desse custo elevado nesse caso, são os modelos da Anthropic: Opus 4.6 e Sonnet 4.6, ambos tem um desempenho excelente, tanto em qualidade de código quanto em entender profundamente o que o usuário pede. Em testes que eu realizei, os modelos da OpenAI: Codex 5.2 e 5.3, tiveram um ótimo desempenho se comparando a modelos anteriores, porém pode-se identificar que são modelos muito mais técnicos e diretos, ou seja, um prompt mal formado pode sair do controle muito facilmente, algo que não acontece tanto com os modelos da Anthropic, pois o Opus e o Sonnet têm a prática de fazer perguntas mais relacionadas ao processo e não à arquitetura do código como os Codex.

Antigravity

Outro editor de código que venho utilizando é o Antigravity da Google, que na minha opinião é um showcase dos modelos Gemini 3 e 3.1 que reduz a capacidade do modelo. O editor é um fork do Windsurf que remove a maior parte dos modelos, usa modelos de ponta da Anthropic, removendo as ferramentas que dão os "poderes" a eles, e os compara com modelos da Google, também sem ferramentas e se utilizar muito você ultrapassa o seu limite.

Mas da mesma forma que nem tudo são flores, nem tudo são espinhos. O Antigravity e os modelos da Google ainda conseguem desempenhar muito bem, principalmente no desing frontend, que aliás pode ser visto aqui nesse site, o qual foi totalmente repaginado utilizando o Gemini 3.1 Pro e o Antigravity, mesmo assim vejo esse editor como uma plataforma que tem muito a melhorar.

CLIs: Codex, Kilo, Gemini, Claude

Saindo dos editores e indo direto para o terminal, hoje as CLIs estão vindo com muita força, e até saindo do terminal e indo para os próprios aplicativos desktop nativos. Uma das primeiras CLIs que utilizei foi a do Gemini, a qual hoje, utilizo para tarefas menores pois, da mesma forma que o Antigravity, ela deixa a desejar bastante. Outras CLIs que venho utilizando são a Kilo Code e Open Code, ambas tem a mesma estrutura (Kilo é um fork da OpenCode), e são muito agradáveis de se utilizar, Utilizei o GLM 5 e KIMI K2.5 nas duas e obtive ótimos resultados, principalmente com o modo orquestrador da Kilo, que conseguiu fazer um one shot de um aplicativo mobile em Expo que ficou muito acima do esperado.

Agora, na minha opinião, as CLIs mais bem desenvolvidas ainda vão ficar com a Anthropic e OpenAI. Venho testando o Codex enquanto ele está gratuito e obtive ótimos outputs de código dessa ferramenta, sem erros de tipo, build ou lint mesmo em um Turborepo bem grande. Já o Claude dispensa apresentações, sozinho depois de ser anunciado que poderia trabalhar com Cobol, fez as ações da IBM despencarem 13%. A Anthropic vem puxando uma onda de tecnologia que não tem fim, lançando uma feature atrás da outra, seria esse movimento um "Extreme Go Horse", como o Lucas Montano do canal Lucas Montano levantou no seu último vídeo, ou o Claude está se construindo espantosamente muito bem e muito rápido?

Conclusão

Encerrando esse artigo que poderia ser bem mais longo (porém já são 4 da manhã no momento que eu estou o escrevendo), podemos concluir que olhando para trás nesses últimos 12 meses, a IA e toda a área de tecnologia vem evoluindo muito rápido. Ferramentas, modelos, frameworks, tudo isso vem mudando, se moldando e crescendo e isso me gera uma grande dúvida, estamos preparados para nos mudar, moldar e crescer nessa velocidade para não ficar no passado? Fica a dica, nos vemos na próxima! ; - )